Não esqueceremos

29 DE ABRIL: MASSACRE NO PARANÁ!
ESTUDANTES, SEJAM BEM-VINDOS, E OBRIGADO POR NOS APOIAR !
Os professores da Unioeste agradecem o apoio dos estudantes à greve e relembram, mais uma vez, o massacre do dia 29 de abril de 2015. “Não esqueceremos!”. 
Naquele dia, cerca de 4.500 policiais reprimiram duramente os servidores estaduais e estudantes universitários que se manifestavam na Praça de Nossa Senhora de Salete, contra
o roubo de R$ 8 bilhões da Previdência Social. Durante duas horas ininterruptas, policiais dispararam balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os
manifestantes. Utilizaram helicóptero e atiradores de elite para atingir os servidores e estudantes, numa demonstração de covardia e insanidade.
Enquanto isso acontecia, o deputado Ademar Traiano fazia de tudo para que a sessão da Assembleia Legislativa não fosse interrompida e o projeto fosse votado. No Palácio do
Iguaçu, o ex-deputado federal (por 3 mandatos) Eduardo Sciarra se divertia com o massacre e gritava histérico: “mete bomba!”. O desfecho foi trágico, com mais de duzentos feridos e um capítulo de barbárie escrito sobre a história do Paraná, sem qualquer paralelo com os tempos da ditadura.
Depois do dia 29 de abril a greve continuou ainda mais forte, em oposição ao ato tirano de Beto Richa. Coube a nós repudiarmos o governo, em nome da sociedade do Paraná. Tal ato do governo não seria, e não foi, tolerado. A partir dali, as universidades seguiram em greve e lutaram contra medidas e projetos de lei do governador Beto Richa que retiravam
direitos de professores, técnicos e estudantes.
Desde o início da greve, conseguimos impedir que o governador impusesse uma “autonomia financeira” que diminuiria os recursos de custeio (manutenção das universidades) e nos obrigaria a encontrar outras formas (privadas) de financiar o funcionamento da Unioeste. Mas não conseguimos impedir que o governador roubasse o dinheiro da aposentadoria dos servidores estaduais e negasse a reposição salarial das perdas causadas pela inflação. Menos de 1 mês após ter aprovado mudanças em nosso Fundo
Previdenciário, o governador sacou de lá R$ 478 milhões para pagar despesas variadas,principalmente com as grandes empreiteiras representadas pelo secretário da Casa Civil
Eduardo Sciarra.
Agora, terminada a greve, reafirmamos nossa disposição de resistir e impedir qualquer ato do governador contra os interesses das universidades e daqueles que sofrem com o aumento dos impostos e com a corrupção. A pretensão do governo, já anunciada, de vender a Copel e a Sanepar, logo chegará às universidades estaduais. E esta luta, contra os que
querem apagar o futuro, será a luta de vocês, estudantes. Contem conosco!
ADUNIOESTE – SINDICATO DE DOCENTES DA UNIOESTE – ANDES/SN

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